"Eu amo meu corpo": conheça histórias de pessoas que se aceitam e dão um basta no preconceito

Como já dizia a cantora Meghan Trainor na sua música “All About That Bass”: “Eu sou mais do tipo violão, não flauta. Não visto 38, mas posso rebolar, rebolar, como devo fazer”.

Quem disse que todos precisam sermodelos de revista para serem felizes? Apesar de a sociedade atual tentar impor esse padrão de beleza, principalmente para as mulheres, muita gente não está nem aí para o que a mídia diz. 
No mundo em que se preza pela magreza como corpo perfeito, ainda existem pessoas que se amam do jeitinho que são. É o caso da estudante de letras, Grasiele da Cruz: 

“A minha vida toda sempre fui gorda. Quando era pequena me sentia mal por ter apelidos como gorda e baleia, mas hoje vejo que isso só me crescer, já não ligo para o que as pessoas dizem. Eu só quero ser eu mesma, sem nenhum padrão. Quando seguimos algo diferente que não é imposto pela mídia, as pessoas olham e perguntam o por quê. Porque somos felizes assim”







Quem também não deixa a “peteca cair” é a estudante Karen Parra. Com seu vestuário gg assumido, ela se ama e se aceita do jeito que é. E tudo isso ela agradece aos seus pais.

“Eu acho que tenho essa autoestima elevada porque meus pais sempre me incentivaram. Lógico que falam para eu maneirar e tal, mas nunca me colocam para baixo. É isso que faz as pessoas serem infelizes. Elas enfiam na cabeça que têm que ser magras e altas como modelo. Eu penso que não existe um padrão correto. O padrão para mim é ser feliz e se aceitar”

Bacana o pensamento da Karen, né, gente?
Se vocês acham que as inspirações acabaram por aí, estão enganados. A também estudante de letras Marcela Malta fala de como foi a aceitação do seu corpo.

“A vida toda eu ouvi coisas como: ‘Você tem um rosto lindo, porque não emagrece?’ E isso martelava na minha cabeça. Fiz dieta, emagreci, mas continuava não sendo aceita. Foi então que finalmente, lá pelos meus 20 anos, eu entendi que não adiantava mudar meu corpo, mudar quem eu era. As pessoas que gostavam de mim de verdade não se importavam com isso. Parei as dietas, arrumei meu primeiro namorado sério e resolvi me entregar pra vida. Fiz amigos, namorei, tive uma vida ativa e meu corpo passou a ser um complemento de quem eu era, e não mais um empecilho à minha felicidade. Cuido dele, faço caminhadas pra me manter saudável, danço, tento sempre estar ativa”

 Porém, o mais importante para Marcela é gostar do que vê em frente ao espelho.

“Hoje quando olho no espelho tenho orgulho de quem eu sou, gosto de ser diferente e me sinto bem por não ser escrava de um padrão de beleza que muitas vezes destrói a vida das pessoas. Não são os outros quem devem ditar as regras de quem você deve ser. Você é aquilo que é, se orgulhe disso. Se ame em primeiro lugar, porque a vida é linda e cheia de surpresas pra quem se entrega a ela de corpo aberto!”

Fotos: Arquivo Pessoal

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