Bê-a-bá do Feminismo: é hora de falar sobre o assunto

Os direitos à educação, ao voto e à ocupação de cargos antes somente exercidos pelos homens fazem parte da lista de conquistas femininas. Mesmo com tudo isso, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Buscando a igualdade de direitos, muitas mulheres aderiram ao movimento feminista.

Embora a gente escute esse termo uma porção de vezes, ainda rolam muitas dúvidas.  Pensando nisso, conversamos com especialistas no assunto para simplificar e explicar o assunto. E já adiantamos: vai ficar muito mais fácil de entender!

Machismo x Feminismo

A grafia pode até ser parecida, mas os significados são bem diferentes. “O feminismo não quer ocupar o lugar do machismo, até porque não é o seu oposto. O oposto de machismo é femismo, no que se refere a uma postura de intolerância e hostilidade em relação aos homens. O movimento feminista não é misândrico (repulsa e ódio ao gênero masculino), portanto, não busca a supremacia de gênero e é contra qualquer rivalidade e disputa”, explica o psicólogo Breno Rosostolato. Ou seja, feminismo, acima de tudo, busca por igualdade entre homens e mulheres.  “Equiparar o feminismo ao machismo é falta de conhecimento, um grande equívoco e uma comparação desonesta e que só difunde mais ressentimentos sociais e ignorância”, completa Breno.

 

Um movimento necessário

O feminismo é um movimento que dá voz às mulheres. “Vivemos em uma sociedade em que nem todas as mulheres têm o mesmo status social que os homens. Sabia que ainda existem países no mundo em que elas não têm paridade de direitos que homens de acordo com a constituição? São 44 países  que ainda possuem leis que legitimam a desigualdade e, em determinados casos, a violência contra a mulher (Ong Equality Now)”, alerta a gerente técnica de gênero da Plan International  Brasil, Viviana Santiago. Dá para acreditar?

“Elas só querem privilégios”

Não, não é isso que as garotas querem! Parece absurdo, mas muitas pessoas ainda acreditam que o feminismo reivindica por privilégios.  “Buscar uma sociedade mais justa e igualitária não é anormal. As reivindicações do feminismo buscam uma equidade social. Mais do que isso. O feminismo questiona e confronta os privilégios dos homens que vivem em um sistema patriarcal que alimenta o machismo, a misoginia, a violência de gênero e que também destrói os homens”, defende Breno.

Violência contra a mulher

Gostaríamos de que fosse mentira, mas, infelizmente, muitas mulheres sofrem violência ou são mortas pelo simples fato de serem mulheres. “O feminicídio é uma realidade que estabelece uma espécie de hierarquizações sociais arbitrárias e assassinas entre homens e mulheres. Homens não morrem simplesmente por serem homens. Mulheres, sim. E a morte dessas mulheres são marcas fatais de uma poder estabelecido pelo machismo”, enfatiza Viviana.

 

O que o Feminismo quer:

De acordo com o psicólogo Bayard Galvão, o feminismo defende:

*Mulheres têm os mesmos direitos e deveres dos homens;

*Aborto deveria ser legalizado, para cada mulher decidir o que é o melhor para o seu corpo;

*Elas devem ser qualificadas da mesma maneira que os homens, não importa o que façam, seja em termos de atividades sexuais ou falar “palavrões”;

*Mulheres têm que ganhar o mesmo salário e comissões que os homens ao estarem no mesmo cargo e atingirem as mesmas metas;

*E abaixo a “cultura do estupro” que justificaria “amalucadamente” o estupro por dizer que a pessoa estuprada assim mereceria por estar vestida da maneira errada, no lugar errado e na hora errada.

#Girlpower #Fightlikeagirl

Consultoria: Breno Rosostolato e Bayard Galvão, psicólogos; Viviana Santiago, gerente técnica de gênero da Plan International Brasil

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