Protesto Nazista nos Estados Unidos: por que devemos ficar de olho?

Se você acompanhou os noticiários do último final de semana, deve ter, pelo menos, ouvido falar do protesto extremista que rolou em Charlottesville, nos Estados Unidos.

Um grupo se reuniu na cidade para protestar contra imigrantes, gays, judeus, negros e outras minorias. Eles estavam defendendo a “supremacia branca”, o nacionalismo extremo e diversos presentes – incluindo homens, crianças e mulheres – se declaravam “nazistas, sim”. O pessoal carregava tochas, fazendo uma referência ao Ku Klux Klan e à caça às bruxas.

+ Leia também: O que foi a Ku Klux Klan

Charlottesville foi escolhida, pois está rolando por lá a notícia de que a estátua do general confederado Robert E. Lee (que apoiava a escravidão lá na época da separação dos EUA) seria retirada de um parque da cidade.

No sábado, 12, a situação ficou ainda mais séria: um grupo se reuniu para protestar contra a onda de ódio, quando um motorista de 20 anos atropelou civis, deixando 19 pessoas feridas e 3 mortes. Segundo infos do professor do rapaz, ele era adorador de Adolf Hitler, o grande “pai” do nazismo na Europa.

Por que isso importa?

Apesar de parecer algo distante da nossa realidade, a história mostra que fatos como esse tendem a se propagar com facilidade. Você já ouviu falar da segunda grande Guerra Mundial? Foi com um pensamento mais ou menos assim que Hitler convenceu um país de que somente a cultura branca valia a pena e que todos os outros, que não os arianos puros, mereciam a morte. O fim a gente já sabe: milhões de mortes e o terror que durou anos e anos.

O problema é que o pensamento extremista ainda vive, mesmo que em minorias. E basta um pouquinho de alimento para crescer e se fortificar. O ódio semeado pode tomar proporções desconhecidas, não só nos Estados Unidos.

Ainda hoje, temos notícias de pequenos grupos intitulados neo-nazistas que vivem a ideologia de supremacia e nacionalismo em várias partes do mundo. Mesmo que com outro nome, o discurso é parecido: lutar pela preservação dos seus ideais, sem se importar com a vida do outro.

Por isso, é realmente importante nos informamos e, principalmente, dar uma olhada no que já foi feito, para que erros do passado não voltem a acontecer, né?

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