“Estou sofrendo bullying. O que eu faço?”

Em Goiás, um adolescente de 14 anos matou dois colegas de classe. A motivação, segundo ele, foi o bullying sofrido constantemente.

Recentemente, uma menina de apenas 15 anos cometeu suicídio, no Mato Grosso do Sul,  por medo de que supostas fotos íntimas fossem divulgadas.

Após sua morte, a família encontrou várias conversas nas redes sociais nas quais colegas zombavam de seu cabelo – afro com alisamento. “Depois que ela morreu, nós pegamos mensagens de alunos no WhatsApp dela, de ódio, de alunos que zoavam o cabelo dela por ser meio afro, porque ela usava chapinha. Vinham há mais de ano provocando ela”, contou o pai da adolescente.

“Bullying é algo normal, reclamar é frescura”

Primeiro: não, não é normal e ninguém merece ou tem que passar por isso! A vítima até pensa em contar para alguém, mas o primeiro pensamento é que a perseguição pode ser maior. “O que diferencia a agressão de uma simples zoação muitas vezes é, simplesmente, a maneira como o agredido recebe a agressão”, explica a Psicóloga Dra. Ellen Moraes Senra. Ou seja: quem define o que fere ou não é você mesmo, não existe uma regra entre o que é uma brincadeira leve e algo pesado.

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“Estou sofrendo bullying. O que eu faço?”

De acordo com Ellen, o prazer do bullie é ver o sofrimento da vítima, perceber que conseguiu atingir seu objetivo. Sendo assim, uma das saídas é  simplesmente ignorar, não dar visibilidade para a atitude do agressor.

“Todavia, ignorar na frente do agressor não significa omitir que foi agredido, ou seja, sempre é necessário comunicar a alguma autoridade o ocorrido, considerando sempre que o bullying é caracterizado tanto pela agressão verbal quanto pela agressão física”, explica a psicóloga.

Ou seja, o importante é não ficar em silêncio e procurar alguém de autoridade, seja dentro da escola (como o diretor, por exemplo) ou os próprios familiares.

+LEIA TAMBÉM: Suicídio – como ajuda um amigo?

“A partir do momento que se identifica o problema, o jovem pode compartilhar esses sentimentos com a família, com amigos ou em um processo psicoterápico. Suportar sozinho pode desencadear conflitos insuperáveis e um processo depressivo em quem passa por essa situação”, completa o psicólogo Dr. Roberto Debski.

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“Como eu posso ajudar meu amigo que sofre bullying?”

Pode ser que a vítima não se sinta à vontade para falar sobre o assunto. Mas, é possível perceber algumas alterações de comportamento que podem demonstrar que algo não está bem. Roberto Debski afirma: “Perceber que há algo errado é importante para ajudar quem vem passando sozinho por bullying.”

Dar atenção e ouvir um amigo que passa por isso é importante, mas também é necessário  encoraja-lo para que possa ir até profissionais e outras pessoas que possam realmente acabar de vez com essa situação.

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Consultoria:
Dra Ellen Moraes Senra, Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (CRP 05/42764)
Dr. Roberto Debski, Médico e Psicólogo (CRP 84803), Coach e Trainer em Programação Neurolinguística.

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