Tire suas dúvidas sobre a febre amarela

Há algumas semanas, o Estado de São Paulo voltou a ficar em alerta por causa da febre amarela após vários casos e até mortes serem confirmadas.

A partir de então, a internet bombou com o assunto e criaram-se várias teorias. Mas, o que é verdade e mentira nas informações que circulam por aí? A culpa é dos macacos? Eu posso ser contaminado por outra pessoa? Vamos ajudar a esclarecer essas dúvidas!

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença transmitida para o homem pela picada de fêmeas de mosquitos infectados com o vírus causador. Esses mosquitos vivem principalmente na área de mata e, no verão, estação com presença de calor e chuva, encontram ambiente ideal para proliferação.

“Quando há um aumento de casos urbanos, o Aedes aegypti (o mesmo da dengue), presente em praticamente todo o país se torna o vetor dos casos”, explica o médico Dr. Roberto Debski.

O assunto fica mais sério para pessoas que moram em áreas de risco para febre amarela e são elas que devem ficar mais alertas! Ah, sempre bom lembrar que a transmissão não ocorre diretamente entre uma pessoa e outra.

O que os macacos têm a ver com a doença?

Estão bombando ideias erradas por aí dizendo que devemos eliminar todos os macacos para que a febre amarela seja controlada.

Mas, a mestre em Enfermagem e pesquisadora Luzcena de Barros explica que esses animais também são vítimas da doença:

“Os mosquitos precisam se alimentar de sangue para sobreviver e colocar seus ovos. Como costumam viver nas copas das árvores, onde também vivem os macacos, acabam se alimentando do sangue desses animais. Uma fêmea de mosquito infectada com o vírus, ao picar um macaco, acaba transmitindo o vírus ao animal, que adoece. E as fêmeas de mosquitos não infectadas, quando picam um macaco doente, adquirem o vírus e passam a transmiti-lo para outros macacos”.

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A vacina

A vacina é segura e eficaz. Nesse momento, a orientação é para que as pessoas que moram em áreas de risco ou forem viajar para esses lugares a recebam.

Apesar de indicada, é ideal ficar de olho se você não faz parte do grupo de risco, ou seja, pode ou não receber a dose. Um exemplo? Pessoas com imunodepressão grave por doença ou uso de medicação, pacientes em tratamento com quimio ou radioterapia e alérgicos a componentes presentes na vacina (se tiver alergia a ovo de galinha e seus derivados, vale a pena avaliar o risco e benefício pela hipersensibilidade).

Lembrando que “os especialistas recomendam e defendem a ampliação da vacinação para todo país, justificando que os benefícios da vacinação superam os riscos dos efeitos adversos da vacina”, ressalta o Dr. Roberto.

Leia também: O que é rinite alérgica e como minimizar os sintomas

Como evitar a doença

Além da vacinação, também podemos nos cuidar utilizando repelentes com registro na Anvisa. Luzcena dá outras superdicas:

● Usar camisas de mangas compridas e calças compridas, para proteção contra picadas de mosquitos;

● Não usar produtos que contenham na mesma fórmula repelente e protetor solar;

● Eliminar focos do mosquito transmissor Aedes aegypti. Se vir água parada em algum ponto público ou de difícil acesso, corra para contar às autoridades.

Além disso, Roberto Debski deixa a maior dica de todas: ajude a divulgar e educar os amigos, familiares e vizinhos para que todos sejam agentes no cuidado e na prevenção!

 

Esta matéria contou com a super consultoria de: 

Luzcena de Barros, mestre em Enfermagem, professora dos cursos de Graduação e Técnico em Enfermagem no Centro Universitário Eniac e membro do núcleo de pesquisa do ENIAC.

Dr. Roberto Debski, médico – CRM / SP 58806 e Psicólogo – CRP/06 84803.

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