“O Sol Também É Uma Estrela” fala sobre racismo, imigração e amor!

A primeira coisa que você precisa saber antes de começar a ler “O Sol Também É Uma Estrela” é: você vai se apaixonar pelos personagens principais. E não importa se você é cética como a Natasha ou um poeta como Daniel.

A obra de Nicola Yoon (autora de “Tudo e Todas As Coisas”) conta a história de dois adolescentes bem diferentes que, graças a uma série de acontecimentos e desencontros dão de cara um com o outro no dia mais emblemático de suas vidas.

Ela, Natasha, é negra, imigrante ilegal jamaicana e está prestes a ser deportada com sua família. Sua única chance é conseguir convencer as autoridades e encontrar uma brecha na lei nas últimas 24 horas que antecedem seu voo de volta ao país de origem.

Ele, Daniel, é americano, filho imigrantes asiáticos, tem uma vida confortável, embora seu relacionamento em família esteja sempre em conflito iminente (especialmente com seu irmão). A decisão mais sábia é seguir a carreira médica, porém , o maior desejo de seu coração é ser  poeta, mesmo que o futuro seja incerto.

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Os dois adolescentes se encontram e, em menos de um dia, pasme, se apaixonam. Nat não acredita em amor, mas em ciência, e Dan aceita o desafio de mostrá-la que o universo conspirou para que aquele sentimento florescesse. Porém, algumas coisas ficam escondidas, como por exemplo o fato de que o amor de sua vida está prestes a partir e de que sua família tradicional é racista.

É impossível não se sentir tocado com a sensibilidade do casal e com as arestas que precisam ser aparadas entre eles. Há muito a se conhecer e pouco tempo para colocar a paixão em prática. Mas, o que fica claro é que os dois são apenas parte de um contexto maior que une e separa pessoas o tempo todo: a vida além do que enxergamos.

 

Nat não escolheu ser imigrante ilegal e nem teve chance de evitar que seu pai cometesse erros. Quando saiu da Jamaica, ele tinha  o “sonho americano” que leva tantas pessoas aos Estados Unidos a fim de encontrar uma vida melhor. Este drama é vivido diariamente por inúmeras outras pessoas.

"O Sol Também É Uma Estrela" fala sobre racismo, imigração e amor!

Dan não escolheu se apaixonar por uma garota negra, o que é inadmissível para sua tradicional família coreana. Ou, ainda, não desejaria ter outros problemas com escolhas que definirão seu futuro: ser feliz ou ganhar dinheiro? Ter estabilidade  ou deixar o vento levar? Essas são questões trabalhadas no enredo de forma sutil, porém não menos importante. Em diversos momentos, aparecem reflexões que acertam em cheio a vida do leitor, às vezes pode até rolar uma lágrima e alguma pausa para pensar na vida (“estou vivendo ou apenas existindo?”, rs).

Outras perguntas que ficam são: o amor resiste ao tempo e à distância? O que te faz acreditar no amor? Quanto tempo leva para a gente se apaixonar perdidamente? E destino, você acredita?

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