Conexão Teen entrevista: IZA

Trazemos verdades: a IZA nem é gente, é um anjo!

A cantora IZA esteve em Bauru no último domingo, 24, se apresentando no SESC da cidade com o show “Dona de Mim“, nome de seu primeiro álbum, que, por uma questão de justiça, deveria mesmo se chamar “Dona do Mundo Todo“!

Antes de vê-la colocando todo mundo para dançar ao som de sucessos como “Pesadão” e “Ginga”, o Conexão bateu um papo a diva, que falou sobre sua carreira e, claro,  sobre assuntos como racismo e representatividade. Confira tudo abaixo:

– Como era sua relação com a música durante a adolescência? Você já cogitava ser uma cantora profissional? Sua família apoiava a ideia?

IZA: Eu nunca cogitei ser cantora. Minha família sempre foi musical, sempre envolvida com arte. Eu fazia minhas apresentações para a família, cantava na igreja um pouco mais velha, mas nunca tinha sonhado em ser cantora ou encarar isso como uma profissão.

– A maioria de suas músicas, como “Dona de Mim” e “Esse Brilho É Meu”, colocam a mulher como protagonista de sua história. É essa imagem mesmo que você quer passar para todas as meninas que hoje te veem como referência de empoderamento?

IZA: Eu não abordo esses temas propositalmente. São coisas que acontecem na minha vida, são minhas vivências e meu ponto de vista.

Tem sido muito especial saber que diversas meninas e mulheres incríveis me têm como representante. Eu lembro a menina que fui e sei como é importante me ver nos lugares, me sentir representada, ter uma mulher forte me dizendo todos os dias que eu posso e que ‘quem sabe sou eu’.

– De 0 a 10, quanto o Youtube ajudou a alavancar sua carreira? 

IZA: 10, com certeza. Foi através dos vídeos que eu produzia no Youtube, cantando cover, que comecei a minha carreira.

– Além de uma cantora incrível, hoje você é vista como nome na luta contra o racismo e pela quebra dos padrões de beleza. Você também acha que representatividade importa? Quais artistas negros que foram referência durante sua formação pessoal e profissional?

IZA: Importa, claro. Saber que muitas meninas se sentem representadas por mim é muito gratificante. Acredito que a gente só tem noção do papel que exerce na vida das pessoas quando elas nos retornam com as vivências delas com a nossa música, as experiências que tiveram lendo uma entrevista nossa.

Minhas grandes inspirações, além das mulheres da minha família, estão Elza Soares, Donna Summer, Nina Simone….

+Mais: IZA declara em entrevista: “Não precisa ser alta, loira e magra para ser bonita”

– Você é formada em Publicidade e Propaganda. A sua graduação já ajudou ou ainda ajuda na sua carreira de cantora? Já pensou em exercer a profissão?

IZA: Claro, ajudou muito. Eu exerci a profissão, trabalhei na área desde a época da faculdade, depois de formada também.

Eu sempre gostei de me comunicar, contar histórias e criar. E a publicidade foi um caminho para realizar essas coisas. Com certeza a faculdade me ajudou a ser a profissional que sou hoje, a traçar objetivos, alcançar metas. Trabalhei muito com edição e isso também me ajudou na época dos vídeos no Youtube.

 

 

Entrevista: Nathalia Faria/Jornalista

 

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