Cortes na educação levam manifestantes às ruas em todo o país. Entenda!

A última quarta-feira (15) foi marcada por protestos de estudantes  e professores em mais de 200 cidades

No fim de abril, o governo anunciou o congelamento de R$1,7 bi dos gastos da universidades, de um total de R$ 49,61 bi. O Ministro da Educação (MEC) confirmou, então o bloqueio de parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino.

Mas, o que isso quer dizer?

De acordo com o governo, o corte foi aplicado sobre gastos não obrigatórios. As despesas não obrigatórias – também chamadas de discricionárias – são dividas em duas categorias. A primeira parte é o gasto utilizado para manter o funcionamento das universidades como contas de luz, de água, as bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa, compra de equipamentos básicos para o laboratório e pagamento de funcionários terceirizados. A segunda parte, basicamente, resume-se às obras das universidades e à compra de equipamentos.

Com esses congelamentos, as universidades poderiam ficar sem verba para os laboratórios, o que resultaria na paralisação de diversas pesquisas que já estão em curso. Algumas universidades alegam, inclusive, que com o bloqueio elas não conseguiriam pagar sequer as contas de energia elétrica e água.

Só para se ter noção da gravidade, o Ministro da Educação,  Abraham Weintraub, tentou justificar o corte de verba nas universidades alegando que muitas “promovem balbúrdia”.

O fato é que o país perde muito com este bloqueio. Em resposta às falas do Ministro, diversos estudantes levantaram a Tag #MinhaPesquisaMinhaBalburdia e mostraram um pouco do que eles desenvolvem na universidade.

 

 

Paralisação das universidades

Em retaliação ao congelamento promovido pelo Governo Federal, universidade e escolas – públicas e particulares – paralisaram suas atividades no dia de ontem.

Os atos começaram pela manhã em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador, e na parte da tarde no Rio e em São Paulo.

A UNE, uma das organizadoras da manifestação nacional, estimou que cerca de 1,5 milhão o número de pessoas que foram às ruas em apoio à educação. Confira algumas fotos e vídeos:

 

 

 

 

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. (Paulo Freire)

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